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O que é inflação, como funciona e quais os exemplos?

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Saber o que é inflação já tinha sua importância quando a moeda era lastreada em mercadorias — nas quais os períodos de inflação e deflação alternavam. Com a chegada da “moeda fiduciária” no século XVIII, um tipo de dinheiro não lastreado em mercadorias, a inflação se tornou um evento ainda mais comum.

A República de Weimar é um exemplo conhecido, influenciado pelos gastos alemães da Primeira Guerra Mundial. No Brasil, a “inchação” da economia já era uma preocupação no século XIX, graças à emissão de moedas de cobre no Primeiro Reinado.

Um exemplo que ainda está na memória de muita gente é a hiperinflação que aconteceu a partir da década de 1980, exigindo medidas como vendas fracionadas e remarcação diária de preços. A ideia do texto é contar o que é inflação, como funciona e vários outros pontos. Prossiga com a leitura e fique por dentro!

O que é inflação?

A inflação diz respeito a um aumento coletivo de preços. Quando o preço das coisas sobe, cada nota do seu dinheiro compra menos produtos. Por isso, considera-se que você perdeu parte do “poder de compra”.

Dez reais em 1994, por exemplo, comprava um número maior de itens do que hoje. Isso acontece porque o dinheiro perdeu poder de compra com o passar do tempo. O oposto da inflação é a deflação, simbolizada pela queda geral de preços.

O indicador é medido por meio da taxa de inflação. Normalmente, a partir de índices gerais de preços. Os altos níveis de inflação levam à chamada “hiperinflação”, em que o valor real da moeda é corroído.

Como a inflação funciona?

Os economistas costumam associar a inflação ao crescimento da “oferta monetária”, ou seja, ao volume de dinheiro no poder das pessoas. Um excesso de moeda, nesse caso, seria um impulsionador.

Mas as opiniões mudam em relação à inflação baixa ou moderada. Em alguns casos, são associadas às mudanças na oferta e na demanda. A inflação aumenta a desvalorização ao guardar dinheiro, promove incerteza e pode desencorajar a poupança.

Na hiperinflação, há escassez de produtos, já que os consumidores tendem a acumular itens com medo de novos aumentos de preços. Mas alguns economistas também associam alguns efeitos mais brandos de uma inflação moderada, como espaço para política monetária e maior incentivo ao investimento.

Quais são suas causas?

A maior parte dos economistas defende a chamada “teoria quantitativa”, que diz que a inflação depende, principalmente, do aumento da oferta monetária (quantidade de moeda) em relação ao crescimento da economia.

Mas em curto prazo, há outros fatores que podem pesar. Por exemplo, oferta, demanda, políticas salariais, preços e taxa de juros. Em mercados pouco concorridos, os preços podem ficar mais altos e criar pressão inflacionária.

Isso pode acontecer por monopólios, oligopólios ou consolidação corporativa — o cenário em que uma empresa cresce e compra as concorrentes. Nesses casos, as empresas se concentram em aumentar os lucros em vez de investir na produção.

Como é feito o seu cálculo?

A inflação costuma ser medida por meio de índices de preço. No Brasil, isso acontece, principalmente, por meio do INPC e do IPCA. 

O primeiro significa “Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo” e faz a medição para famílias com renda mais baixa. Nesse caso, são aquelas que recebem até cinco salários mínimos. Esse se foca nas regiões metropolitanas do país. 

Já o “Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo” funciona de forma similar ao INPC. Mas, nesse caso, com um recorte maior, contemplando famílias com renda de até 40 salários mínimos. Esse é calculado em nove regiões metropolitanas e é o principal usado para a definição das metas de inflação.

Como a inflação influencia o comércio?

A alta da inflação costuma encarecer os produtos e serviços. A razão é o repasse dos aumentos, usado, principalmente, para fazer com que as empresas mantenham suas margens. Os preços refletem no consumo de serviços menos essenciais.

Uma solução possível é ampliar a base de fornecedores, aumentando as opções para negociar preços. Assim, você pode evitar o repasse de valores altos. Se você estiver com caixa sobrando, pode manter um volume mais alto para os produtos que mais vendem e negociar descontos com fornecedores.

Caso as contas estejam magras, você pode tentar queimar o estoque, apostando em produtos com giro rápido. Isso porque o estoque, em longo prazo, gera custos – por exemplo, com armazenamento e distribuição.

Quais são os efeitos da inflação?

A inflação alta dificulta o planejamento de longo prazo e é uma das razões por trás de revoltas sociais e um impulsionador de manifestações, no geral, por gerar insatisfação na população. As revoluções tunisianas e egípcias do início dos anos 2010 são exemplos.

Em casos extremos, a hiperinflação leva à troca da moeda do país. No Brasil, isso foi visto por meio dos planos econômicos que antecederam o real. Um índice muito alto cria barreiras para a produtividade, já que faz as empresas desviarem os recursos dos produtos para amenizar as perdas.

Mas algumas pessoas conseguem beneficiar-se com a inflação. Quem tem ativos físicos, como imóveis, pode ganhar nas vendas com o aumento de valor. Nas dívidas com taxa de juros fixa, a tendência ainda é baratear com a inflação.

O que faz a inflação cair?

A principal forma de derrubar a inflação no Brasil é a política monetária. Isso é feito por meio dos aumentos da taxa básica de juros, sobre a qual se fazem cálculos de empréstimos e financiamentos.

Com o aumento, o crédito fica mais caro, e a oferta monetária diminui, já que menos pessoas fazem empréstimos. No Brasil, a taxa básica de juros é a Selic, e sua definição é feita para ajustar a inflação.

Saber o que é inflação é importante para entender os noticiários da TV e cuidar do planejamento do seu comércio. A alta de preços ainda afeta desde as despesas do mercado até os aluguéis.

Ter em mente o que é inflação também conta na hora de lidar com o estoque e buscar crédito. O estoque tende a depreciar com a alta de preços, enquanto as taxas de empréstimo crescem por efeito da Selic.

Aqui, as pequenas empresas podem sofrer por ter menos poder de negociação. Por isso, vale preparar-se e manter o capital em dia. Mas agora que você sabe o que é inflação, conte-nos o que acha e deixe suas dúvidas nos comentários!

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