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Open Banking: o que você mais precisa saber sobre esse assunto

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Já imaginou contar com a possibilidade de “importar” os dados ao mudar de banco? O Open Banking, que está começando a chegar no Brasil, permite isso. Funciona a partir de APIs e código aberto, dando mais transparência financeira aos usuários das contas. Faz parte da chamada “inovação aberta”, em que as marcas aproveitam ideias de dentro e de fora das empresas.

A ideia começou a ser ensaiada em 2015 pela União Europeia, por meio da diretiva PSD2. No Brasil, o Open Banking virou pauta no Banco Central em 2019, mas só se concretizou em 2021. A ideia é padronizar e compartilhar os dados de forma autorizada pelos clientes, fazendo com que o público seja atendido de forma personalizada.

Mas, por lei, o cliente determina se os dados são compartilhados e quando isso acontece. Neste post, você vai conhecer o que é Open Banking, como funciona e várias outras informações. Vamos lá?

O que é Open Banking?

O Open Banking é um sistema feito para compartilhar os dados por meio de uma API, trazendo a possibilidade de personalizar as ofertas de serviços. Assim, empresas de crédito, por exemplo, podem dar acesso a taxas mais compatíveis com o perfil dos clientes.

Aqui, também é possível selecionar serviços como seguros e investimentos. Nesse caso, os produtos passam a contar com preços mais atraentes, de acordo com as informações de consumo ou transações. Mas é preciso contar com autorização, podendo passar pelos canais digitais dos bancos.

Vale ter em mente que a adesão é feita por meio dos aplicativos das próprias instituições. Isso significa que não há site específico ou necessidade de assinar documentos fisicamente. A opção aparece ao contratar serviços financeiros, e a instituição exibe a pergunta se há interesse do cliente em compartilhar suas informações.

Open Banking é obrigatório?

O Open Banking é obrigatório apenas para as instituições financeiras grandes, de acordo com as classificações “S1” e “S2” do Banco Central. No caso dos clientes, é uma escolha, ou seja, você decide se quer fazer parte ou não.

Assim, o cliente ainda escolhe o banco que vai colher os dados, definindo se as vantagens da ideia fazem sentido. Entre as informações compartilhadas estão os dados cadastrais e os transacionais.

Os primeiros são itens de identificação, como CPF, endereço, número de celular e por aí vai. Já os transacionais revelam faturamento, perfil, dados de renda e vários outros. Com a implementação, os clientes passam a cuidar dos próprios dados, podendo escolher as instituições sem a exigência de ser correntista.

Quais os benefícios?

O Open Banking é uma ideia que promete algumas coisas. Por exemplo, uma maior liberdade ao contratar serviços das instituições. Isso porque há uma série de burocracias que servem como barreiras para compartilhar o histórico financeiro entre várias empresas.

Com o Open Banking, é possível ter mais autonomia, tendo acesso a produtos de instituições diferentes. Outra vantagem é o controle dos dados. Se o histórico originalmente pertencia aos bancos, o sistema permite contornar isso. Ao compartilhar as informações, a instituição perde a exclusividade e passa a ter que compartilhar com outras.

A ideia ainda pode gerar taxas menores. A razão é o surgimento de mais competitividade no mercado, exigindo boas condições para atrair os clientes. Ainda tem como benefício a inclusão financeira, já que há uma oferta mais personalizada de crédito e empréstimo para os clientes.

Como se diferencia do Pix?

Pix e Open Banking são coisas distintas. Se o primeiro é uma forma de transferência instantânea, o segundo é um modelo de compartilhamento de dados. Mas isso não significa que as duas coisas não andem juntas. Com o Open Banking, as opções aumentam, trazendo o Pix para ambientes como sites de lojas.

Até era possível fazer pagamentos com o Pix nas páginas, mas o processo era trabalhoso, com a necessidade de copiar os dados, abrir o aplicativo do banco e colar a informação para fazer a transação. Com a chegada do Open Banking, é possível fazer o Pix diretamente do site.

A ideia funciona graças aos “iniciadores de pagamentos”, capazes de conectar os pagadores às instituições. Trata-se de instituições certificadas pelo Banco Central que podem fazer as transferências pelos pagadores, dispensando a burocracia de abrir o aplicativo.

Quais as fases?

O Open Banking começou a ser implementado no dia 1 de fevereiro e funciona em quatro partes. A primeira é a troca padronizada de informações entre as instituições financeiras. A segunda aconteceu no dia 13 de agosto, envolvendo o compartilhamento das informações dos clientes. Nesse caso, ligadas aos serviços financeiros, como cartões e contas. Mas, a cada duas semanas, surgiram outros tipos de dados.

Já a terceira fase foi no dia 19 de outubro. Aqui, há a integração de vários serviços e o início das transações. Por exemplo, o Pix que citamos. Também há mudanças na hora de selecionar as ofertas de crédito. Por fim, a data da quarta fase é 15 de dezembro. Nesse caso, o compartilhamento de informações passa por câmbio, seguro, investimentos e por aí vai. Outro nome pelo qual essa etapa é chamada é “Open Finance”.

O que a LGPD diz sobre o Open Banking?

O sistema está de acordo com a Lei Geral de Proteção de Dados por acontecer apenas com o consentimento do cliente. Essa é uma das bases legais. Mas vale sempre reparar se há solicitação para autorizar o compartilhamento.

O Open Banking permite importar as informações que estavam sendo usadas por outras instituições e pula boa parte da burocracia ao migrar de um banco para outro. Algumas fintechs de organização financeira já contornavam o problema da exclusividade de dados, mas agora a prática é de fato regulada.

Assim, os bancos passam a funcionar como marketplaces de investimentos, crédito e vários outros serviços. Se você quer um empréstimo, pode receber propostas de qualquer instituição. Nesse caso, as empresas passam a competir pela fidelidade dos clientes.

No entanto, não adianta ter o Open Banking disponível se as pessoas não sabem para que serve ou como funciona a consensualidade dos dados, não é? Por isso, não deixe de compartilhar o post nas redes e espalhar a ideia para seus amigos!

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