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Taxas de juros: conhecê-las pode aumentar o rendimento de seus investimentos

taxas de juros

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Taxas de juros: muitas pessoas tremem só de ouvirem falar neste conceito, incluindo, até mesmo, pequenos empresários. Mas você sabia que, na verdade, isso não precisa ser tão temido assim? Afinal, elas são responsáveis por regular a economia e, também, estão envolvidos com concessão de crédito pelas empresas, rendimentos de investimentos, regulação da  taxa de câmbio, entre outros pontos importantes.

Mas como perder o medo e entender como elas influenciam em seu negócio, aumentando o rendimento dos seus investimentos? Essa é uma dúvida comum para muitos empreendedores que querem aproveitar um determinado capital para trazer maior rentabilidade para o negócio e não sabem como proceder.

Você tem dúvidas sobre este tema? Então continue lendo e vamos tirar suas dúvidas. Boa leitura!

O conceito de taxa de juros

Um dos exemplos mais simples para entender o que são as taxas de juros é pensar em como funcionam os empréstimos. Por exemplo, uma instituição financeira vai emprestar uma quantia para seu negócio. As taxas são, assim, uma espécie de “aluguel” sobre o tempo em que o dinheiro ficará disponível para seu negócio. Seu cálculo, normalmente, é realizado por meio de percentual cobrado ao mês (% a.m) ou ao ano (% a.a.).

A taxa está presente, também, justamente, nos investimentos realizados. Por exemplo, quando falamos em algumas aplicações de renda fixa, como o Tesouro Direto, é exatamente o movimento oposto.

Você comprará um título público federal, emprestando dinheiro à União. No final do período de vigência do título, você receberá o valor de volta, com um acréscimo (que é o rendimento da aplicação). Esse valor é mensurado segundo taxas de juros vigentes durante o período de validade do título.

É por meio disso que o capital gira, sendo uma importante forma de regular a economia. Por exemplo, se a instituição bancária não realizasse essa cobrança de juros sobre o valor devido, não seria recompensada pelo risco de emprestar dinheiro para um negócio. Por essa razão, a relação entre risco e juros está diretamente ligada: quanto maior o risco, maiores são os juros cobrados.

Isso vale, também, para investimentos. Por isso, os investimentos de renda fixa têm taxas menores do que as de renda variável, já que há um maior risco para o investidor. Entender isso é um primeiro ponto para auxiliar a definir os investimentos que você poderá fazer no futuro.

Também é importante entender que muitas empresas trabalham com concessões de créditos para os clientes. É nesse ponto que pequenos empresários iniciantes cometem muitas falhas: ao não entenderem isso, praticam taxas de juros baixas ou, ainda, inexistentes e, com isso, arcam com riscos incompatíveis.

Os tipos de juros

Demos um primeiro passo para entender o que são os juros. Agora precisamos avançar em mais um passo: os principais tipos de juros existentes. Quando você entende isso, consegue incorporar essas questões para potencializar o rendimento do seu negócio. Vejamos, a seguir, os principais tipos.

Juros Simples

Trata-se de um percentual fixo que incide sobre o valor inicial. Pense, por exemplo, na aquisição de um bem com o cartão de credito. Quando você faz a compra, é definido um valor de juros fixo, simples, que incide sobre o valor total, segundo o número de parcelas definidos previamente. Desta forma, o cálculo é feito sobre a quantia inicial.

Então, por exemplo, uma taxa de juros de 1% ao mês sobre uma quantia de R$ 1000, parcelado em 10x. O valor final será de R$ 1100 que, dividido pelo período de 10 meses, dará R$ 110 ao mês.

Juros Compostos

Os juros compostos tendem a ser mais complexos inicialmente, para serem compreendidos. São chamados, também, de juros sobre juros. Para que você entenda, o valor base de cálculo não é o montante inicial, mas sim o valor da parcela passada.

Pense, por exemplo, no cheque especial, um exemplo que tende a ser mais próximo de todos nós. O valor dos juros é calculado sobre o valor da dívida do último mês, e não sobre a dívida inicial. O mesmo vale para investimentos.

Assim, pensemos em um capital inicial de R$ 2000, com uma taxa de juros de rendimento de 5%. O valor dos juros no primeiro mês será de R$ 100, somando, ao final, R$ 2100. No segundo mês, o cálculo de partida será R$ 2100. O rendimento dos juros agora será de R$ 105 e ao final, você terá R$ 2205.

Assim, há um crescimento em curva exponencial, garantindo um crescimento rápido do aporte. E se você puder acrescentar valores mensais, melhor ainda. Assim, aumenta-se o capital sobre o qual os juros incidirão mês a mês, aumentando o seu lucro.

Outro ponto importante a pensar aqui também é sobre a importância do tempo de duração do fundo. Neste caso, os benefícios são maiores tanto quanto você fizer o investimento durar. Assim, se possível, é importante que sejam títulos de no mínimo um ano.

Juros de Mora

Como sua empresa pode trabalhar com fornecimento de crédito como uma forma de aumentar a rentabilidade, é importante conhecer, também, os juros de mora. É uma taxa que incide sobre dívidas que não foram pagas em dia.

Seria, assim, um reforço para que a pessoa arcasse com os valores, já que eles tendem a potencializar ainda mais a dívida. É o caso, por exemplo, de quando um contrato com uma empresa celebra a possibilidade da cobrança de juros de mora, caso o valor acordado não seja pago no dia correto.

Caso o cliente atrase, esses juros são cobrados para incentivá-lo a resolver a situação o quanto antes. Também é uma forma de ressarcir o risco ao qual seu negócio esteve exposto nessa ação.

Juros nominais

Essa modalidade é bastante utilizada em modalidades de empréstimo e financiamento pelas instituições financeiras. Isso porque, em alguns casos, é possível fazer a correção monetária (tanto do investimento quanto da dívida) segundo a inflação daquele período. No caso da opção pelos juros nominais, isso não acontece.

Vamos a um exemplo para ficar mais claro: uma empresa recebe um empréstimo de R$10.000 com a condição de pagar, após um período, o valor de R$ 20.000. A instituição cobra uma taxa de juros pré-definida para emitir os contratos necessários. O nome de “aparente” vem do fato de não ser levada em consideração essa taxa “X” cobrada por quem empresta o dinheiro e outras como a inflação, portanto o rendimento não é o “real”.

Nos casos em que os juros de investimento não consideram isso, você pode ter uma perda real sobre o valor investido. Esse é o caso, por exemplo, de quem investe, atualmente, na poupança, já que os juros não acompanham a taxa da inflação e não há correção do montante para os valores atuais.

Analisar isso é importante, justamente, para definir se determinado investimento é, de fato, favorável ou não. Muitas vezes, vale mais a pena assumir um risco maior, mas não ter uma depreciação no aporte inicial realizado.

Juros reais

Contrapondo a categoria que trouxemos acima, os juros reais incluem a inflação do período no cálculo, logo, o seu valor reflete realmente o retorno que será obtido no final de um determinado período.

Para deixar mais claro: a inflação está relacionada com a desvalorização do valor do dinheiro em um determinado período. Então se a sua empresa faz um investimento com duração de 3 anos, se não houver a correção, ela perderá o percentual acumulado neste período. E se a taxa de juros do investimento não for maior do que a inflação, isso poderá representar perda real, ao invés de rentabilidade.

Em um exemplo simples: digamos que você faça um investimento com taxa de juros 5% ao ano, sem correção da inflação. Ao final do ano, é comunicado que a desvalorização da moeda foi de 5,5%. Com isso, você não teve rendimento nenhum já que o poder de compra foi reduzido em um percentual maior do que os ganhos que você teve.

Juros rotativos

Os juros rotativos são cobrados quando, ao invés de pagarmos o valor total de uma fatura de cartão de crédito, pagamos seu valor mínimo.  Fazendo isso, no mês seguinte o valor da fatura é maior, o que pode ser bastante prejudicial e causar complicações no negócio. É atualmente, uma das maiores taxas de juros do mercado, incidindo em mais de 300% ao ano sobre a dívida.

Juros sobre capital próprio

Esse é outro tipo de juros que os empreendedores devem estar atentos, pois é uma possibilidade de remuneração para negócios formados por acionistas. Esse tipo de juros é visto como uma despesa para a empresa, e por um lado isso é bom, já que a empresa paga menos impostos. Mas quando o acionista recebe esse valor, o Imposto de Renda incide com uma taxa de 15% sobre esse valor.

Taxa Selic

Você com certeza já acompanhou no noticiário sobre a taxa Selic. Ela não é um tipo de juros, mas trata-se de uma tarifa básica do Brasil, sendo referência para boa parte dos investimentos realizados no país. Isso porque é por meio dela que há o controle da inflação e, também, do nível de investimento do país.

O valor da taxa é definido pelo Banco Central e pelo Comitê de Política Monetária (Copom). É com base nela que os bancos se baseiam para definir os juros que serão cobrados em serviços de empréstimos, financiamentos, entre outros. Também é por meio dela que há a vinculação com investimentos.

Por exemplo, o próprio Tesouro Selic tem a taxa de rentabilidade acompanhada pela Selic. Assim, se ela cresce, o rendimento aumenta. Se ela diminui, você receberá menos acréscimo no aporte. É fundamental acompanhá-la, pois quando está muito baixa, pode indicar necessidade de mudar seu investimento para outro título, a fim de aumentar suas vantagens.

Operações nas quais há cobranças de juros

Para entender como as taxas de juros fazem parte da vida de todo empreendedor, é fundamental compreender quais são as principais operações realizadas nas quais essa alíquota incide. São elas:

  • uso do cheque especial, como uma forma de compensar os riscos da instituição bancária em ceder crédito de emergência para um cliente que esteja apresentando riscos de inadimplência;
  • rotativo do cartão de crédito, que segue a mesma lógica do cheque especial, contudo, focado para transações realizadas com operadoras de crédito;
  • taxas de juros de investimentos: é o lado positivo para sua empresa, na qual é concedida uma remuneração sobre o investimento realizado. Isso porque, muitos deles são, na verdade, uma espécie de empréstimo do cliente final para instituições (bancos, Estado, mercado de construção civil, mercado do agro-negócio, entre outros).

A influência da taxa de juros no negócio

Muitas empresas operam com investimentos para potencializar seu capital de giro. Por isso, acompanhar as taxas de juros é fundamental para fazer boas escolhas e, assim, definir em quais locais você fará o seu aporte.

Além disso, esse conhecimento é interessante, também, nos casos em que você oferece crédito para clientes. Assim, saberá quais são as cobranças que devem ser realizadas, tendo maior clareza nos seus contratos.

Em um negócio ou empresa, cada centavo é valioso, por isso, entender como cada taxa de juros funciona ajuda também a planejar corretamente tudo o que será feito com o capital que a empresa já possui. Mas para administrar as finanças, antes de tudo, é preciso saber com precisão tudo o que entra ou sai do caixa da sua empresa e quais taxas são contratadas em seu negócio.

Com o portal automatizado da Granito é possível visualizar todo o movimento financeiro que acontece em seu negócio, por isso, fica muito mais fácil gerir sua empresa, prevenir prejuízos inesperados, e saber quanto e quando será possível investir.  Conheça também outras soluções da Granito que foram feitas para facilitar a administração do seu negócio.

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